quarta-feira, 25 de maio de 2011

Resposta violenta aos críticos que jogam contra o sucesso inevitável deste blog

Quarenta e oito horas se passaram desde o primeiro post e divido com vocês números impressionantes. Foram 145 visualizações de página, incluindo as cerca de 45 que devem pertencer a mim mesmo, mais os incontáveis acessos de familiares que sempre dão aquela força para o primo ou irmão desorientado. Ou seja: sucesso total e várias propostas de sites interessados em hospedar meu blog.

Mas o que vale a quantidade se não tiver qualidade, não é mesmo? Vamos aos feedbacks que recebi via twitter, facebook e no próprio blog. Foram tantos que posso escrever um parágrafo respondendo a cada um deles.

Meu colega de trabalho Ricardo Fontanesi mandou eu dormir. Mal sabe ele que eu sofro de insônia crônica e já esgotei livros, DVDs, programas noturnos na TV, carneirinhos, lexotans e até palestras de Eduardo Suplicy como remédio para tentar pegar no sono. O mais eficaz de todos, o canal Jazz Clássico da Net, provocou crise conjugal e eu achei melhor continuar sem dormir, mas com a Nathalie ainda do meu lado. Assim, escrever blog talvez seja a última alternativa.

Já Celso “Casinha” Paiva – dispensa apresentações - disse pelo Twitter que meu blog tinha tudo para ser o mais polêmico do Brasil. Seria muita pretensão almejar isso. E ele ainda deixou um comentário questionando um post do final de 2008 em que eu anunciava o início do blog em 2009. Sim, mas a preguiça bateu e eu adiei o projeto em dois anos e meio. Não vejo problema nisso.

Minha irmã Ana Carolina e o ex-colega Claudio Ferreira deram um sinal positivo (curtir) no Facebook. Um Luciano, que imagino ser o meu primo, surgiu como seguidor do blog. Como não deixaram comentários, apenas posso agradecê-los e acreditar que eles não apertaram o botão sem querer.

Meu chefe Eduardo Malanca e a correspondente Elaine Felchacka se manifestaram apenas para criticarem o design da página. A Felchacka foi mais boazinha ao dizer que é “só um pouco feio”. Já o Malanca falou que iria prestigiar mesmo sendo o “mais feio do mundo”. A declaração gerou crise na administração do blog, especialistas foram consultados e estudos foram encomendados. Mas decidi manter as configurações. Afinal, se o blog não será conhecido por sua qualidade ou relevância, que seja lembrado pelo menos como o mais feio do mundo.

Diante destes fatos, concluo que apenas Maurício Aguilar, pai de Malanca, se deu ao trabalho de ler o que eu escrevi. Senti que ele, como blogueiro, ficou um pouco chateado com a minha acidez com quem opina sobre tudo sem ter conhecimento ou base. Por isso, devo explicações.

Maurício, uma das minhas intenções com o blog é provocar, e para isso às vezes é preciso exagerar. Foi o que eu fiz. Mas as críticas eram direcionadas aos jornalistas, que muitas vezes escrevem bobagens no blog sem checar, dão opiniões sobre tudo e mostram despreparo com a matéria-prima da profissão – a língua portuguesa. Achei muito bom seu blog e recomendo, de verdade, apesar de ser tão feio como o meu. Dei muita risada com o seu post de eleições e achei valiosa a sua análise sobre a transformação do bairro Belém. E você escreve muito bem. Para quem quiser conferir. http://oqueeuachodissotudo.blogspot.com/

Balanço feito, enxergo três opções para o futuro do blog.

1 - Resumir ele a estes dois posts.
2 – Criar títulos sensacionalistas como o deste post para pegar trouxas e me sentir relevante
3 – Continuar escrevendo como terapia, mesmo que ninguém leia

Não vou pedir para vocês decidirem porque sei que a opção 1 será unânime. Por isso, no próximo post vou acabar com esse lenga-lenga metalinguístico e partir para o que interessa.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pela provocação genuína e existência digital, vou virar blogueiro

Com 15 anos de atraso e uma sensação de que perderei mais momentos da minha vida à frente do computador, anuncio aos meus restritos admiradores – tomara que existam secretos – que virei um blogueiro. Se a minha experiência se limitará a este post, se virarei um fenômeno das redes ou ganharei notoriedade por provocar polêmica dando opinião sobre o que tenho embasamento nenhum, não sei. Apenas posso dizer o que me motivou a ampliar minha vida digital.

Antes de prosseguir, farei um falso juramento. “Escreverei apenas sobre assuntos dos quais tenho total conhecimento, não digitarei meras opiniões e ‘achismos’ e tentarei provocar debates que contribuam para o crescimento do País – quanto atrevimento – e na construção de uma sociedade mais justa”. Os sábios três leitores que estão perdendo o tempo lendo isso devem ter gritado. “Ora, então tente outra coisa, pois se você cumprir essas três premissas fará qualquer coisa, menos um blog”.

Não sejamos tão injustos. Entre milhões de blogueiros que propagam suas angústias e pensamentos sobre tudo construídos em segundos, devem ter alguns milhares que conseguem sair do raso e opinativo. O problema é que, na profissão que escolhi, é imperdoável criar um blog para fazer as pessoas perderem tempo lendo a mesma coisa que escutam na televisão, em rádios e jornais, cada vez mais infestados de “opinismo” em detrimento de informação e conhecimento.

É lógico que, para não me sentir perdido em um mundo novo, seguirei como modelos aqueles que me fazem acreditar que é possível sair da mediocridade no mundo dos bloggs. Ariel Palacios (http://blogs.estadao.com.br/ariel-palacios/) com seus assuntos “argentinos” sempre foi meu favorito, ao combinar notícias quentes com uma contextualização cuidadosa e bem editada.

Não posso deixar de citar o blog de Xico Sá (http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/), aquele que melhor consegue levar a antiga crônica que fechava os cadernos culturais para a tela do computador. É sempre bom ler alguém que tem cuidado na escolha das palavras, e é por isso que mesmo sem existir já tomo como exemplo um blog do Sérgio Augusto. Como seria prazeroso ler diariamente seus textos construídos com ironia e conhecimento, os quais espero ansiosamente a cada semana.

Mas talvez o que tenha provocado o impulso de eu sentar em frente ao computador e escrever o primeiro post da vida tenha sido uma deliciosa entrevista de Millôr Fernandes ao “Pasquim” em março de 1971, a qual descobri folheando a antologia da revista. O humorista sustenta entrevista inteira no cinismo, com provocações trocadas com os entrevistadores colegas do “Pasquim”.

Em determinado momento, ele defende que pertence a uma classe superior de profissão em relação a música e ao futebol por conta do uso do intelecto. E solta a seguinte frase. “O Pelé exerce uma atividade muito solicitada na praça, muito solicitada pelo establishment, muito solicitada pelas pessoas que gostam de ver “ATIVIDADE INFERIOR”, mas ela é inferior à música evidentemente. E no entanto, do ponto de vista de mercado, o futebol parece superior, mas não é.”

Uma provocação genuína, que se feita hoje provocaria acusações de elitismo e até racismo. Mas que, no contexto, funciona apenas como uma provocação construída para bagunçar. E que, cometendo o exagero de transposição de épocas, combate o politicamente correto, praga que cada vez mais atravanca discussões e padroniza pensamento. Longe de querer ser um Millor, adicionarei a palavra “provocar” na tríade do blog, composta também pelas palavras “interpretar” e “analisar”.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Aguardem. Dia primeiro farei o primeiro post da minha vida. Me rendi ao mundo cibernético...